Jogo de carne viva


Jogo de carne viva

Sensível, esse teu amor que me oferece numa bandeja de carne viva, delicio-me com esse cheiro que me torna todo num sensor olfativo e te persigo como um vampiro hemo-sedento, se te alcanço, sinto o quão sensível é esse teu amor. Num jogo de vida e não, nunca de morte, e meus pulsos saltam ao toque dos meus lábios no teu ventre, esse vinho que transforma meus delírios numa indecente escalada ao vértice do que pode ser o monte da promessa, torna-me insensato no que tange o perigo, há um dia a ser vencido...
Seu indiscriminável sussurro acorda o meu ego e quero tudo que existe sobre essa bandeja de uma sensível carne viva. Meu asco não  existe e minha vida vai, não importa, não agora, esse teu amor, esse teu gemido inexprimível que outrora me disse-me “AMO-TE”, agora não exprime sequer uma palavra para aplacar esse meu conturbado êxtase, um gozo sublime, quase subliminar, não impediu os movimentos antes frenéticos e ofegantes, agora sensíveis acalentos ante uma saraiva de ofegantes jatos de ar da mais pecaminosa respiração, sim, pecaminosa. Respira o ar desse nosso amor sensível, servido nessa bandeja de um belo pedaço de carne viva e pulsante, sou o sensor olfativo pecador extasiado que subiu ao vértice do monte de Vênus e desceu ao mais profundo do lago do prazer, sou pecador e sou anjo, sou um anjo santo sobrevoando uma bandeja de carne viva...

Por: Paulo Siuves

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