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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

CAMINHOS DA MADRUGADA

Já não tenho tempo para sonhar, tantos sonhos que nem sei aonde foram voar. Fiz minha estrada e percorri o caminho que eu mesmo escolhi com escolhas certas e erradas, com sandálias gastas e com calçados novos em folha.
Aliás, virei a folha. Acabei de escrever mais uma página e o relógio lá da sala de jantar está pronto para soar as doze badaladas noturnas. Sim! Diz meu coração. Não! Diz a razão. Mas, não criei asa para voar com a razão. Tenho tempo para mais um cigarro e para mais uma oração. Agora o dia está terminando, ou melhor, a noite está terminado. O dia começa sempre com a madrugada. E eu ainda tenho tempo para mais um vinho.
Ah! Vinho bendito. Bebida dos deuses. É mais um motivo para me fazer abrir os olhos e ver que já não tenho mais tempo para viajar em pensamentos tolos. Parcos de ilusão e cheios de desilusão. De mãos dadas com meu amor, eu vou percorrer  a mina estrada e quem me olha e aponta com os dedos sujos de lama da história, ou cheios da poeira do tempo, não pode per…

OBJETO DE FAZER AMOR

Cadê seu corpo que não está colado ao meu?  Onde está seu beijo que não me acalma?  O que fizeste do seu amor que não me mantém? 
Estou acordado e você dormindo profundamente, Estou me sentindo cansado sem conseguir relaxar.  Vem se amoldar ao meu corpo e tatuar sua pele com a minha melanina!
Põe seu cheiro pra se misturar ao meu e seu fluido ao meu. Vem me dar do seu coito intenso pra me fazer dormir.  Estou sedento de te amar e te tocar nas partes secretas...
Colocar-te debaixo de mim pra te fazer gemer,  Pra te sentir suar, pra te sentir por dentro,  por baixo e quente. Enquanto olho teus olhos
Onde está você que não faz do meu corpo tudo o que quiser?  Como se coisa fosse, como se fosse objeto de fazer amor.
Onde está seu corpo? Estou sedento de te amar...
Por Paulo Siuves

Meu Passado

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Meu Passado ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨ Meu passado me condena, mas não sei qual é a sentença nem preciso esperar pelo carrasco. Ando tão à flor da pele que minha pele queima e congela ao mais breve toque.
Minha música preferida está em liquidação nas esquinas da cidade e os cães cantam embriagados em vinho barato, gatas vadias miam a letra do seu poema transformando minha canção favorita numa profanação e aceitar isso é aceitar que o pulmão se infle de fumaça das descargas dos caminhões antigos que contornam a praça atropelando velhos, crianças, bandas e ambulantes. Meu passado é obscuro e nem sei como será o meu futuro....
Por Paulo Siuves