Talvez

Talvez a vida comece no instante em que uma borboleta alce voo e, com suas asas coloridas, espalhe novos sentimentos e emoções. 

Talvez a vida comece no naquele breve instante em que o beija-flor paire no ar com seu bico carregado do abençoado néctar
 e inefável destino. 

Talvez a vida comece naquele instante em que o sol nasce no horizonte e anuncia pela janela do quarto que uma nova oportunidade se apresenta, prepare-se!! 

Talvez a vida comece noutro levantar da lua, na lua cheia, azul prateada, no levantar da lua nova, sobre as montanhas do meu Curral Del Rey, no surgir da lua minguante e vermelha sangrenta sobre as águas do mar, no raiar de outra lua crescente.

Talvez a vida comece quando as estações do ano se acabam a cada trimestre, dando lugar para novas sensações, cores, percepções sensoriais, novas épocas e velhas reações...


Talvez a vida comece quando as ondas chegam para quebrar um estrondo nas pedras , ou calma e serenas nas areias do mar. As ondas vêm e as águas invadem a praia e retornam para o mar.

Talvez a vida comece quando a chuva pára, deixando as cores mais vivas, levantando o cheiro de terra molhada, dizendo às sementes que é hora do start.

Talvez a vida comece na ponta do lápis do poeta, no lampejo de uma ideia, no brainstorming do escritor, seja lá o que ele estiver escrevendo. 


Talvez a vida comece com a produção textual. Sempre será eternizado naquela composição, e suas palavras serão o seu legado cultural. Onde a vida começa? Talvez seja exatamente onde ela se renova, agora e na hora da nossa morte, Amém!

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