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Mostrando postagens com o rótulo Volume Dois

Porque em 20 minutos tudo pode mudar

Porque em 20 minutos tudo pode mudar Minha pacata nada mole vida de pobre poeta Músico fazedor de acordes repetidos e clichês pai, sempre pai, pagador de contas e de micos... às vezes "paizinho lindo" ( Kênya ), às vezes "o pior pai do mundo" ( JP ). Romântico e desprezível homem bicho, neobobão! ouço rádio e vejo tv, leio revistas e jornais, Bíblia também Xingo e choro, dou risadas exageradas, tenho tempo. ontem eu chorei, hoje estou com raiva de mim, porque eu sou ridiculamente romântico. Você não me entende!?! Não tenho dinheiro e nem ticket pra Espanha. Tenho dores no joelho direito e cheque na carteira, mas hoje em dia ninguém aceita cheques... ninguém tolera fumante, ninguém aceita homem reto homem ereto, homem de verdade. Eu estou triste... Estou triste porque você decidiu, se decidiu. Me decidiu! Minhas moedas de um real, vou juntar sozinho então! porque em 20 minutos tudo pode mudar! Por Paulo Siuves

BOBO

B O B O Todas as vezes que vejo você, que tenho a oportunidade de acariciar seu rosto e sentir o ritmo forte da sua pulsação. Todas as vezes que tento entender o porquê desse nosso descontrole, dessa respiração ofegante e desse olhar suplicante que não vê alem desse momento sublime e maravilhoso que enfim acontece, de quando em vez somos acometidos por essa loucura que nos contagia e nos faz perder a noção do tempo e espaço, quando nossos corpos querem ocupar o mesmo lugar. Todas às vezes, querendo esperar, sentindo o pulsar, ofegação, mexendo por fora, por dentro, explodindo em emoção, em prazer, todas as vezes que vejo você, eu me sinto assim, meio bobo! Por Paulo Siuves _______________________________________________________________

ANSIEDADE

ANSIEDADE Eis-me aqui a esperar-te, Sedento, como um caniço longe do vertedouro. Sedento, louco por afagos suaves, Nem as brisas suaves dos montes de Curral Del-Rey me fazem tão bem. Sei que não demoras. Espero, e espero, apaixonado enquanto sonho volúpias. Por Paulo Siuves ______________________________________________________

A HORA “D”

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         A HORA “D”      Se pessoas fossem coisas, você seria a melhor coisa do mundo. Uma coisa tipo patrimônio, uma tela para ser observada... uma dessas maravilhas do mundo, inigualável, impar, singular.      Se pessoas fossem tempos, queria que o meu relógio parasse na hora “D”, quando estou com você para ter todo tempo do mundo pra te dizer que te amo!      Mas pessoas são pessoas, e você não é uma mera pessoa. Há coisas em você que me deixam assim, meio bobo, sem encontrar o tempo certo para falar certas coisas que não gastam tanto tempo para serem ditas;       Por exemplo: - EU TE AMO!! Por Paulo Siuves _______________________________________________________________

Morte

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MORTE - Por Paulo Siuves Cortarei os meus pulsos num ritual Um rito “sacrofano” para ser o fim Farei uma cerimônia com um triste final E o mestre de cerimônia se calará enfim Darei cabo a minha vida num rito fatal Mesmo sozinho nesse pequeno jardim Mostrarei os dentes e um grito fenomenal Dormirei eternamente, eternamente sim Cortarei os pulsos e cerrarei os olhos Em minha mente tudo já está bem planejado Cortarei os vínculos com o meu passado Nada mais eu verei com os meus olhos Eu perdi o grito na garganta, ele está sufocado Silenciei-me e sufoquei, pra sempre abafado.

MALDITA INSÔNIA - Por Paulo Siuves, o Indormecível.

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MALDITA INSÔNIA Ela veio essa noite. Sem nenhuma cerimônia invadiu meus aposentos e despertou-me dos meus sonhos. Não me trouxe nada novo, sequer beijou-me! Ela veio essa noite novamente e me abraçou apertado, tirou-me do meu sono para nada. Não trouxe idéias novas, fez pouco caso de mim..... Invadiu meu quarto, tirou-me do sono, interrompeu meus sonhos, fez pouco caso de mim, não trouxe nada novo e desdenhou de meus compromissos. Maldita insônia! Me atirou nesse abismo, me agitou e se retirou. Me deixou acordado sem que eu pudesse fazer alguma coisa. Apenas me acordou. Agora o tempo voa. E a insônia veio do Matancã para não me deixar cruzar a fronteira pra terra dos sonhos onde eu queria estar. Eu quero estar. Deveria estar. Por Paulo Siuves, o Indormecível

UM ETERNO APRENDIZADO

UM ETERNO APRENDIZADO Aprendi, com as tempestades, a valorizar as tardes de verão. Aprendi, com as trovoadas pavorosas, a valorizar as noites estreladas. Aprendi, com as doenças, a valorizar pessoas desconhecidas. Aprendi, com falsos amigos, a valorizar minha família. Aprendi, com as pedras no caminho, a valorizar quem me estende a mão. Aprendi, às duras lições, a valorizar os pequenos ensinamentos.        Aprendi muita coi sa nesta vida e muita coisa eu não precisava ter vivido, com isso aprendi a valorizar o sofrimento, pois sofrendo aprendi que ainda não sei nada.       Que aprendendo uma palavra nova a cada dia, construímos um vocabulário de solidariedade, de esperança e fé que amanhã vai ser um novo dia, uma nova chance para a humanidade que há em mim crescer, ser mais humilde, mais tolerante com os fracos, mais sagaz com os que estão à minha volta esperando o momento em que vou tropeçar para oferecer-me aquele "tapinha" n...

Soneto Para Um Amigo Genial

Soneto Para Um Amigo Genial Hoje meu amigo faz anos, Um amigo especial. com alegria comemoramos Mais um ano de um amigo genial Parabéns pra você, meu nobre, por ser o seu aniversário. Deus tem provado que o cobre Protegendo-o do adversário. Que a paz seja sem medida. Haja alegria fartamente. E a harmonia sempre presente. Não só hoje, por toda a vida. Que Deus o abençoe e o prospere. À noite terá bolo? Me espere! Por Paulo Siuves

FERIDO NO CORAÇÃO

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FERIDO NO CORAÇÃO           Estou ferido e abandonado no front. Não há uma alma solidária que me venha resgatar, este homem que já foi garboso, altivo, está agora ferido e abandonado após a tropa. Minha vida está arruinada, estou ferido, mas não para a morte. Morrerei depois, em outro momento. Não dei um gemido forte o bastante para que meus inimigos ouvissem, porém implorei por clemência de minha amiga, mas sua mão foi recolhida, seu olhar desviado e fui deixado, abandonado à minha própria sorte. Não mais verei meu filho. Não mais o tomarei em minhas mãos. Sem beijo de namorada, sem nenhuma outra opção.           Abandonado, marcado, largado, ferido, esquecido, emurchecido!           Estou ferido no coração e meu rosto está lavado por lágrimas, o suor já se foi, o sangue das minhas roupas secou. Eu nunca mais vou parar de chorar, nunca mais vou sorrir, só chorar, eternas lágrimas! Longe da minha ...

ESSE É O FIM

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ESSE É O FIM - Por Paulo Siuves     Vou lhes contar como foi o meu fantástico retorno ao lugar onde jamais estive e como fui aclamado com gritos e brados de vivas por uma multidão de mudos. Uma avenida se estendeu ante mim e conduziu-me à ausentes abraços, beijos inexistentes, risos sarcásticos, promessas de amor eterno, olhares lânguidos e carregados de paixão e sanha!      Vejo gente morta andando pelas praças como se ainda sangue corresse-lhes nas veias emurchecidas, perfuradas, injetadas por agulha infectada. Estou seguindo cegos, sendo guiado por loucos. Estou comendo gelo, alimentando-me de nuvens. Comendo ondas do mar, bebendo visões do deserto. Ilusões maléficas enredaram como lantejoulas em renda pobre.      Beber uma cachaça não é meu feitio, lanço dardos ao alvo e nunca acerto. Peço que me pague uma bebida e nunca aceito. Eu mesmo não bebo! Minha língua está seca e colou no apgar. Um terrível de Matancã me estendeu o cajad...

Devaneios

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D E V A N E I O S           Um pensamento surge e traz nostalgias secretas, impudicícias da alma do homem. Um livro secreto, fechado, com letras misteriosamente codificadas.            Segredos do passado atormentam e afligem mais que deveriam, mas ao mesmo tempo traz uma nostalgia, um semiorgasmo contido no fundo da lembrança, ele sabe que ninguém deve ter a chave desse livro, seu código está seguro enquanto estiver em seu coração, em sua mente atormentada.            Em seu colar de devaneios que ele traz ornando seu peito molhado de suor, um crucifixo repousa entre os pêlos e os músculos, sobre o coração aflito pela lembrança que lhe ocorre.            Mas ele vai vivendo. Vai olhando seu segredo subir e se esconder, sua chave está segura em seu pensamento e sua lembrança tranquila em seu coração! Por Paulo Siuves

Bom dia! Poesia!

Bom dia, Tropelia Bom dia! Poesia! Elegia ou alegria! Heresia, Teogonia! heterogonia florescia. Melhoria? Quem diria! Consonante letargia. Ironia. Agonia que jazia em liturgia. Covardia! Maioria preferia a valentia. Teimosia. A profecia garantia a economia No Brasil, a tropelia só sentia a retalgia. Só ouvia discursos da velhacaria! Se cansou de engolir sopa de jia. "Vem pra rua", se dizia e repetia; Cansado da hipocrisia da patifaria. e no fim, a harmonia dá lugar à fantasia! Proctalgia. Periferia, trabalhadoria. Nostalgia da filosofia da autocracia, Corrigia, mas  reprimia a cidadania. Não havia mais lugar pra poesia. Fugidia. E vivia. E resistia, antinomia. Com sabedoria enganaria e resistiria. Chegaria ao nosso dia, Não por sua senhoria, Mas por ortografia e caligrafia, a biografia Do amor à harmonia, à sinfonia, à melodia. Assimetria da etimologia dos tempos sem poesia Vingou-se com maestria da amusia e...

ESSA INVENÇÃO DA HUMANIDADE

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Essa Invenção da Humanidade      Ah, o tempo! Tempo, tempo, tempo no clique do metrônomo nasce a canção de melancolia. Minha vida escrita num papiro descreve mais uma história de melodrama holônomo*!      Ah!  Essa invenção da humanidade. Porque nossa passagem por esse mundo tem hora marcada pra chegar e pra partir.      Ah, tempo! E esse relógio que insiste em bater segundo a segundo, fazendo as horas terem significado, os dias calculados com essa régua invisível!?  Medidos ao escoar da areia.      Relógio, vê se pára de bater! Bate tão suave lá na sala, como uma torneira gotejando no compasso do meu coração que quer bater mais forte. Meu coração quer viver batendo com força, mais forte, com raiva, mais decidido a bater do que viver apanhando.      Relógio, pára de bater! Estou longe do meu amor e quando estou do lado o tempo passa depressa demais, ele escoa liqu...

Homem Domado

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HOMEM DOMADO      Como uma fera selvagem você me encontrou       Tolo sonhador num mar de ilusões       Navegando uma selva de humanos       Me apaixonei por tudo o que representa para mim        Desfiz meus sonhos, despi de meus pudores,       Derrubei minha casa e a ergui num outro dia.       Você me tomou e domou esse selvagem.             Quero me apaixonar todas as manhãs,        quero ser somente seu todas as noites e a cada noite voltar a ser seu        Meus beijos serão pra sempre seus,        meu corpo e minha poesia serão para o seu prazer.       Você é a mulher que me domou, que me inventou, que me realizou.       Sou o que sou para te amar e te acompanhar onde quer que você for.        Sou o...

Às vezes, bicicleta!

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Às vezes, bicicleta! Fonte dessa imagem  AQUI .      Um asfalto novinho. O vento batendo no rosto. Só curtindo as pessoas que iam ficando para trás...      Sobre as duas rodas da minha magrela a diversão era garantida. Minha bicicleta não era um “Camêlo”; era e sempre será a minha Magrela.      A gente curtia de montão sair juntos, pedalando, pelos asfaltos da vida. Eh, vida, que mundão!!      Às vezes a turma do bairro se reunia lá na porta da igreja de São Tiago Maior e ia em grupo curtir uma volta. Às vezes íamos longe, dar a volta na lagoa. Mas às vezes, era jogo rápido, só uma pedalada e já voltávamos.      Só era preciso saber um pouco da manutenção. Pra mim era tipo criar um bichinho de estimação, era preciso dar banho, por óleo na corrente, ajustar os freios, entre outras coisas. Eu gostava de por adesivos. Era só aparecer alguma parte descascada que tascava...

E então, José?

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E então, José? E então, José? O que vai ser da tua vida? Quem pode perdoar as tuas falhas e ignorar os teus pecados? Agora podes chorar, queres gritar, pensas se foges ou compra a briga da tua alma. Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. Queres uma vida regalada ao lado de tua Lia, ou queres passar junto de tua Maria? E então, José, o que vai ser agora? Mentes para mim, para mim mesmo e para a tua parentela. Vai, José, entra no teu inferno, vede onde te perdeste e onde a tua mentira te consumia. E agora, José? Medes o tempo com um caniço. Meça   e peça que se abrevie um dia. Quem lê os teus olhos como ela? Quem pode, José, como a tua lia? Queres a vida que tens, que podes ter, sabes que não é tua a prenda, fugidia. Não podes, José. Contente-se com a tua lida. E agora, José? O pano vai fechar o palco, as luzes vão se apagar, o artista volta a ser um filho de Deus, criatura errante, vida conturbada, tuas dívidas, teus pecados, e então, José, é a vida, assim...

PONTO

Ponto      Mandei matar o meu ego, e flagelá-lo numa esquina onde a vida pudesse ver que eu te amo e por você eu faço tudo, qualquer coisa. Perco a razão me meto em confusão, deixo-me em desventura se preciso for. Nas madrugadas frias de inverno ou nas tardes escaldantes do alto verão eu estou nas ruas à sua caça e não me deixo vencer sem antes te encontrar. Aí me desmancho em lágrimas, lagrimas de alegria, de dor, de prazer, de arrependimento, seja o que for, gosto tanto de te amar, mas esse amor me desmoraliza, me despreza, me desdém...      Amor meu, não me tenha por louca pessoa, não me tenha em mau juízo, faço tudo isto porque te amo, não como provas de amor, mas porque eu não consigo viver longe deste corpo quente e não posso mais viver sem teus beijos de paixão de delírios e devaneios infindáveis. Nada neste mundo pode me convencer que não fomos talhados um para o outro e que Deus nos fez encontrar para completar a magnitude de seres-humano, foi...

O Amor e o Vento

O Amor e o Vento Na tua infinita e triste ausência aprendi amar o vento, o mesmo vento que tocava teus lábios, pois era aquele mesmo que beijava a minha boca quando chamava pelo teu nome. O mesmo vento que acariciava teu corpo, Pois era aquele que me abraçava quando havia necessidade do teu colo. Um dia no auge do meu desespero tentei aprisionar esse vento, mas entendi que isso não seria possível como nunca foi possível o nosso amor. Na tua infinita e triste ausência Esse vento um dia passou e levou consigo todo meu amor, tristeza e desilusão, mas se esqueceu de levar também teu nome. Talvez porque era escondido no profundo do meu pobre coração.

Resgate

     Pediram-me um curriculum vitae, escrevi que sou escritor com propensão a poeta. Sorridentes e curiosos, perguntaram de que sobrevivo...       - Não sobrevivo, até quem nunca morreu está morrendo!       levantei-me, puxei meu terno da cadeira ao lado, sorri de volta para resgatar minha poesia e fui-me embora! Por Paulo Siuves

Acróstico Social

Acróstico Social José já não sabe o que fazer ontem mesmo comprou jornal, separou os recortes de emprego... é, encarou mais uma fila. Normal! Para quem tem quatro filhos  amanhecer sem um tostão  uma coisa é certa, meu amigo  loucuras passam no cabeção ou trás leite e pão, ou não sei não!! Simplicidade de viver é uma coisa imaginar filho passando fome é outra.  Uma criança chorando logo cedo  Ver a esposa revirando panela esgotando o que já não tinha, sei não! Melhor sair e voltar com feijão... Por Paulo Siuves