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Mostrando postagens de Junho, 2013

Homem Domado

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HOMEM DOMADO
     Como uma fera selvagem você me encontrou Tolo sonhador num mar de ilusões Navegando uma selva de humanos Me apaixonei por tudo o que representa para mim  Desfiz meus sonhos, despi de meus pudores, Derrubei minha casa e a ergui num outro dia. Você me tomou e domou esse selvagem. Quero me apaixonar todas as manhãs,  quero ser somente seu todas as noites e a cada noite voltar a ser seu  Meus beijos serão pra sempre seus,  meu corpo e minha poesia serão para o seu prazer. Você é a mulher que me domou, que me inventou, que me realizou. Sou o que sou para te amar e te acompanhar onde quer que você for.  Sou o homem mais feliz do mundo, pois tenho você aqui comigo.  Você é a mulher que me domou, me reinventou e realizou. Quero seu corpo por lençol, seus beijos por minha água,  seu olhar por atenção e sua vida por minha extensão.  Vou dizer que te amo, todos os dias eu te amo.
Por Paulo Siuves

antologia “Palavra é Arte - 38ª Edição”

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Nós, os que escrevemos, temos na palavra humana,
escrita ou falada, grande mistério que não quero desvendar
com o meu raciocínio que é frio. Tenho que não indagar do
mistério para não trair o milagre. Quem escreve ou pinta ou
ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática,
faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige
muita coragem e devoção e muita humildade. Meu forte não
é a humildade em viver. Mas ao escrever sou fatalmente humilde.

     Embora com limites. Pois do dia em que eu perder
dentro de mim a minha própria importância - tudo estará
perdido.
Clarice Lispector, in ‘Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (discurso do personagem Ulisses)’


     Assim começa o livro PALAVRA É ARTE da editora CULTURA Editorial, de Salvador/BA. Com o objetivo de incentivar a leitura nas escolas para que os livros possam integrar a instituição de forma geral, o projeto nacional “Palavra é Arte” chega para revelar novos autores que estejam publicando há pouco tempo.

Dois d…

Às vezes, bicicleta!

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Às vezes, bicicleta!      Um asfalto novinho. O vento batendo no rosto. Só curtindo as pessoas que iam ficando para trás...
     Sobre as duas rodas da minha magrela a diversão era garantida. Minha bicicleta não era um “Camêlo”; era e sempre será a minha Magrela.
     A gente curtia de montão sair juntos, pedalando, pelos asfaltos da vida. Eh, vida, que mundão!!
     Às vezes a turma do bairro se reunia lá na porta da igreja de São Tiago Maior e ia em grupo curtir uma volta. Às vezes íamos longe, dar a volta na lagoa. Mas às vezes, era jogo rápido, só uma pedalada e já voltávamos.
     Só era preciso saber um pouco da manutenção. Pra mim era tipo criar um bichinho de estimação, era preciso dar banho, por óleo na corrente, ajustar os freios, entre outras coisas. Eu gostava de por adesivos. Era só aparecer alguma parte descascada que tascava um adesivo. Mas era preciso ser adesivo bacana, que tinha a ver com ela e comigo...
     Nós dois éramos um. Minha Magrela e eu, deslizando através…

E então, José?

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E então, José? E então, José? O que vai ser da tua vida? Quem pode perdoar as tuas falhas e ignorar os teus pecados? Agora podes chorar, queres gritar, pensas se foges ou compra a briga da tua alma. Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. Queres uma vida regalada ao lado de tua Lia, ou queres passar junto de tua Maria?
E então, José, o que vai ser agora? Mentes para mim, para mim mesmo e para a tua parentela. Vai, José, entra no teu inferno, vede onde te perdeste e onde a tua mentira te consumia.
E agora, José? Medes o tempo com um caniço. Meçae peça que se abrevie um dia. Quem lê os teus olhos como ela? Quem pode, José, como a tua lia? Queres a vida que tens, que podes ter, sabes que não é tua a prenda, fugidia. Não podes, José. Contente-se com a tua lida.

E agora, José? O pano vai fechar o palco, as luzes vão se apagar, o artista volta a ser um filho de Deus, criatura errante, vida conturbada, tuas dívidas, teus pecados, e então, José, é a vida, assim mesmo, como ela é, quem pode te …